quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Quem não dá o Dízimo vai para onde? (Sobre dízimos)


Um assunto que divide muito os atuais cristãos é o dízimo. Muitos pastores evangélicos instruem os membros de suas igrejas a separar 10% de todos os seus salários para ser doado para a “obra de Deus”. Outros religiosos, em menor número, afirmam que o dízimo é uma lei do Antigo Testamento, e, como tal, não deve ser mantido como prática comum pelos cristãos. Alguns, radicais, chegam ao ponto de afirmar que o crente que não pagar o seu dízimo será condenado, haja vista que estaria “roubando a Deus” (citando o profeta Malaquias, capítulo 3), e “os ladrões não entrarão no reino dos céus”. Mantendo o nosso estilo “direto ao ponto” de escrever, vamos observar mais de perto a prática do dízimo.

A-   Exame de Malaquias 3

“Desde os dias de vossos pais vos desviastes dos meus estatutos, e não os guardastes; tornai-vos para mim, e eu me tornarei para vós, diz o SENHOR dos Exércitos; mas vós dizeis: Em que havemos de tornar? Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.” Malaquias 3, 7-10

Mas que dízimo seria esse, que o povo estava “roubando”? Claro que era o mesmo dízimo da Lei Mosaica, a que o povo estava obrigado, como vemos no próprio texto, citados os “estatutos de Deus”. Portanto afirmamos categoricamente que é absurdo usar esse texto para  exigir o dízimo dos fiéis cristãos, em primeiro lugar porque esses pastores afirmam que a Torá (Lei) não está mais em vigor, e em segundo, porque o dízimo da Torá não tinha nada a ver com separar 10% de todos os salários para líderes religiosos, como veremos abaixo.

B-   Como era o dízimo da Torá

Nosso estudo estará focando três textos do pentateuco: Levítico 27, Números 18 e Deuteronômio 14.
Levítico 27 trata de coisas consagradas a Deus e dos dízimos.:

Também todas as dízimas do campo, da semente do campo, do fruto das árvores, são do SENHOR; santas são ao SENHOR. Porém, se alguém das suas dízimas resgatar alguma coisa, acrescentará a sua quinta parte sobre ela. No tocante a todas as dízimas do gado e do rebanho, tudo o que passar debaixo da vara, o dízimo será santo ao SENHOR. Não se investigará entre o bom e o mau, nem o trocará; mas, se de alguma maneira o trocar, tanto um como o outro será santo; não serão resgatados. Estes são os mandamentos que o SENHOR ordenou a Moisés, para os filhos de Israel, no monte Sinai. Levítico 27:30-34

Daqui vemos que o dízimo da Torá era do produto da agricultura e pecuária (campo, sementes, frutos das árvores, gado e rebanho), e não de dinheiro! É preciso lembrar que a bíblia cita “assalariados” ou “diaristas”, inúmeras vezes. Havia trabalhos que não eram desempenhados por proprietários de terras (colheitas e gado), e, portanto, havia trabalhos que não requeriam o dízimo de seus produtos!  Veremos ainda à frente que os dízimos (havia vários tipos) era anual, quando analisarmos Deut. 14.
Todas as ofertas alçadas das coisas santas, que os filhos de Israel oferecerem ao SENHOR, tenho dado a ti, e a teus filhos e a tuas filhas contigo, por estatuto perpétuo; aliança perpétua de sal perante o SENHOR é, para ti e para a tua descendência contigo. Disse também o SENHOR a Arão: Na sua terra herança nenhuma terás, e no meio deles, nenhuma parte terás; eu sou a tua parte e a tua herança no meio dos filhos de Israel. E eis que aos filhos de Levi tenho dado todos os dízimos em Israel por herança, pelo ministério que executam, o ministério da tenda da congregação. E nunca mais os filhos de Israel se chegarão à tenda da congregação, para que não levem sobre si o pecado e morram. Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão, Porque os dízimos dos filhos de Israel, que oferecerem ao SENHOR em oferta alçada, tenho dado por herança aos levitas; porquanto eu lhes disse: No meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão. Também falarás aos levitas, e dir-lhes-ás: Quando receberdes os dízimos dos filhos de Israel, que eu deles vos tenho dado por vossa herança, deles oferecereis uma oferta alçada ao SENHOR, os dízimos dos dízimos. E contar-se-vos-á a vossa oferta alçada, como grão da eira, e como plenitude do lagar. Assim também oferecereis ao SENHOR uma oferta alçada de todos os vossos dízimos, que receberdes dos filhos de Israel, e deles dareis a oferta alçada do SENHOR a Arão, o sacerdote. De todas as vossas dádivas oferecereis toda a oferta alçada do SENHOR; de tudo o melhor deles, a sua santa parte. Dir-lhes-ás pois: Quando oferecerdes o melhor deles, como novidade da eira, e como novidade do lagar, se contará aos levitas. E o comereis em todo o lugar, vós e as vossas famílias, porque vosso galardão é pelo vosso ministério na tenda da congregação.
(Números 18, 19-31)

Desculpe citar o enorme texto, mas é necessário, para entendermos como funcionava o ministério dos levitas e sacerdotes. Quando os textos falam que o dízimo é “para o Senhor (YHWH)”, isso significa que eram para o sustento dos ministros da casa do Senhor, pois Deus não precisava deles. Assim, quando Malaquias fala que o dízimo é “para que haja mantimento em Minha casa”, trata-se do sustento dos levitas e sacerdotes, que, como vemos em vários textos da Torá (inclusive no citado acima), não tinham grandes latifúndios entre o povo, e viviam das partes dos sacrifícios e outras coisas consagradas a eles. Esses citados levitas e sacertotes não eram, portanto, ricos líderes religiosos, e sim uma espécie de casta, descendentes de Levi e Aarão.  Os levitas, por sua vez, ao receber “todos os dízimos de Israel”, repassavam o dízimo de dízimo para os sacerdotes. Portanto, vemos que esse dízimo era dado ao levita. É interessante citar novamente que os dízimos eram do produto da agricultura e pecuária. Vimos em Núm. 18, por exemplo, que a “oferta alçada”, doada ao sacerdote, deveria ser comida em qualquer lugar. Outro texto que esclarece bastante a questão do dízimo é o seguinte:

Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo. E, perante o SENHOR teu Deus, no lugar que escolher para ali fazer habitar o seu nome, comerás os dízimos do teu grão, do teu mosto e do teu azeite, e os primogênitos das tuas vacas e das tuas ovelhas; para que aprendas a temer ao SENHOR teu Deus todos os dias. E quando o caminho te for tão comprido que os não possas levar, por estar longe de ti o lugar que escolher o SENHOR teu Deus para ali pôr o seu nome, quando o SENHOR teu Deus te tiver abençoado; Então vende-os, e ata o dinheiro na tua mão, e vai ao lugar que escolher o SENHOR teu Deus; E aquele dinheiro darás por tudo o que deseja a tua alma, por vacas, e por ovelhas, e por vinho, e por bebida forte, e por tudo o que te pedir a tua alma; come-o ali perante o SENHOR teu Deus, e alegra-te, tu e a tua casa; Porém não desampararás o levita que está dentro das tuas portas; pois não tem parte nem herança contigo. Ao fim de três anos tirarás todos os dízimos da tua colheita no mesmo ano, e os recolherás dentro das tuas portas; Então virá o levita (pois nem parte nem herança tem contigo), e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, que estão dentro das tuas portas, e comerão, e fartar-se-ão; para que o SENHOR teu Deus te abençoe em toda a obra que as tuas mãos fizerem. Deuteronômio 14, 22-29

Resumindo, didaticamente:
1-   Os dízimos eram anuais, tirados dos produtos da agricultura e pecuária (vv. 22 e 23)
2-   Um dos dízimos era comido pelo contribuinte em Jerusalém (lugar que Deus futuramente escolheria) (v. 23)
3-   O único caso de dízimo em forma de dinheiro registrado na Torá: se o contribuinte morasse longe do lugar escolhido por Deus, deveria converter seus dízimos em dinheiro e, no dito lugar, comprar tudo que sua alma desejasse, incluindo vinho e outras bebidas alcoólicas (proibidas, curiosamente, pela maioria das igrejas) (24-26)
4-   Doações deveriam ser feitas ao levita (v. 27)
5-   Ao fim de três anos, os levitas e os pobres tomarão os dízimos daquele ano (v.29) 

Os dízimos não seriam para os levitas? Como agora passa a ser para a barriga do contribuinte, e apenas de três em três anos, do levita e, além disso, do pobre?
Obs.: O terceiro ano citado é o terceiro depois do ano sabático (chemitá), que acontece de sete em sete anos, e nele os israelitas estão proibidos de explorar a terra, que deve ser deixada para "descansar". Assim sendo, no próprio ano sabático, não havia dízimo, pois não havia colheita! Os pastores perdoam o “ano sabático”, para fins de dízimos?

A solução para o “problema”
De acordo com o judaísmo, números e deuteronômio se completam: há três dízimos:
1-   O que era dado aos levitas; todos os anos.
2-   O que era consumido pelo dizimista; todos os anos, exceto no terceiro e sexto do ano sabático.
3-   O dos pobres; no terceiro e sexto anos do ano sabático.
Portanto, todos os anos dois dízimos eram separados. O primeiro (hebraico: ma’asser richon) era dado ao levita sempre. O segundo (ma’asser cheni), retirado do que restou do primeiro, era consumido pelo dizimista, exceto nos anos terceiro e sexto do ano sabático (o “no fim de três anos”, citado no texto), em que eram dados aos pobres (ma’asser ‘ani).

Ajuda aos necessitados
 Certa vez tive a oportunidade de ler um jornal religioso em que uma leitora enviou perguntas para uma das maiores autoridades da evangelização televisiva em nosso país, questionando-o se o dízimo não seria mais útil se dado aos pobres, que dele precisam mais, e como ficava o amparo ao órfão e à viúva, exaustivamente citado na Torá. A resposta? “O órfão e a viúva são os que não tem Deus” e “O dízimo deve ser levado à igreja, segundo a bíblia, e não dado aos pobres”.  Daí vemos que esses líderes pagarão um preço caro, por estarem usando a boa-fé e religiosidade das pessoas para satisfazer-se pessoalmente, distorcendo textos bíblicos. Quanto mais bonito seria se esses pastores ensinassem seus seguidores a ajudarem os necessitados, esse ato tão citado na bíblia (e não como “esmola”, ou “caridade”. No islamismo e judaísmo a ajuda aos necessitados é uma obrigação religiosa, chamada sedaqá [justiça]!)!

Mandamentos agrícolas referem-se a Israel apenas
É curioso citar o seguinte:

Porque passareis o Jordão para entrardes a possuir a terra, que vos dá o SENHOR vosso Deus; e a possuireis, e nela habitareis. Tende, pois, cuidado em cumprir todos os estatutos e os juízos, que eu hoje vos proponho. Deuteronômio 11:31-32

Daí tiramos que todos os mandamentos referentes a dízimos e ofertas de produtos agrícolas se referem apenas à terra de Israel apenas. Pois o povo esteve vagando pelo deserto muitos anos, e claro que não andou plantando, cumprindo anos sabáticos e jubileus e dando dízimos nesse tempo, senão quando eles herdassem sua terra prometida, onde plantariam e colheriam! Assim, fora da terra prometida, como pode haver dízimo?
OBS.:  Judeus atuais não cumprem nenhum desses mandamentos, pois o sistema levítico-sacerdotal não está em vigor por enquanto, ainda que muitos judeus querem reerguer o templo em Jerusalém e consagrar os sacerdotes e levitas, para voltar a cumprir os mandamentos de Deus.

C-  Dízimo antes da Torá?

Claro que os crentes citam os dois textos onde, antes da Torá, Abraão e Jacó aparecem dando dízimos ou prometendo-os. Porém não é necessário pensar muito para perceber que esses dízimos não eram os dízimos que estudamos acima: O dízimo de Abraão foi dado a um rei (Melquisedeque. Os reis antigos eram chamados de sacerdotes também, a exemplo de Jetro, lá em êxodo. Claro que os crentes vêem grandes mistérios nesse sacerdócio... fazer o quê?), e foi tirado dos despojos de uma batalha contra vários reis. Quão diferente é isso dos dízimos (no plural) vistos acima! Portanto, volto a dizer: citar Malaquias para pedir dízimo pós-Torá é, no mínimo, uma desonestidade. Tudo leva a crer que era costume na antiguidade prometer e dar dinheiro aos deuses, mediante seus sacerdotes. Não consta que Abraão deu esse dízimo mais uma vez em toda a sua vida, e também não consta que Deus que mandou que ele dizimasse. Portanto, pegar esses dois textos para dizer que o mandamento do dízimo é anterior à Torá e deve ser mantido, evitando (é claro!) explicar aos crentes que o dízimo da Torá não tem conchas a ver com o que eles estão fazendo nas igrejas, é forçar a barra para manter um “mandamento” que eles gostam muito, ainda que eles não gostem de mandamento nenhum!

D-  Um povo sem lei!

A maioria das denominações cristianismo repudia totalmente as leis bíblicas! Se você perguntar a um crente a quais mandamentos ele está obrigado, mesmo no Novo Testamento, dificilmente ele saberá! Criou-se uma raiva tão grande das leis, das obras, da liturgia, que as destruíram quase completamente. Martinho Lutero deve ter traduzido o texto de Tiago onde consta que Abraão foi justificado pelas suas obras (sem as quais a fé é morta) com a cara torcida!
Ironicamente, certo apóstolo disse que “todo aquele que comete pecado, comente iniqüidade, porque pecado = iniqüidade”. Quem lê superficialmente não entende, porque acha que iniqüidade é apenas mais um sinônimo de pecado. Mas no grego essa palavra é anomia (ανομια), formado de A+NOMIA (‘a’ é “sem” como em ‘apolítico’, e “nomos” é lei, Torá!), ou seja, falta de lei! Portanto, o povo mais “anômico” do mundo é o povo cristão, que não tem  grandes estatutos em sua religião, exceto... O DÍZIMO!

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Para os ZEBRAICOS: Como ישוע virou "Jesus"?


OBS.: Não somos cristãos.

Muitas teorias da conspiração malucas têm-se espalhado no mundo da internet sobre a origem do nome “Jesus”. Muitos que estão “descobrindo a pólvora”, ou seja, aprendendo algumas palavrinhas em hebraico (ou Zebraico), acabam diabolizando a língua grega e sua cultura, ainda que continuem crendo em tudo que o cristianismo afirma. Tão somente tornam o nome Jesus algo muito ruim e citam sempre o nome desse personagem como Yeshua, Yehoshua, ou outras variantes.

Uma das alegações é que Jesus significa “DEUS CAVALO”, assim: “IE” seria Deus (em que língua? Não conheço!), e “SUS” é cavalo em hebraico, e segundo eles, porco, em grego. Outros dizem que “Jesus” tem a ver com o nome do deus ZEUS, ou outras sandices.  Mas mostraremos aqui que o nome grego IESSUS (Ιησουs) é um substituto normal para Y-Ch-W-@.

 Em resumo é isso:

1-     O “A” no final de “Yeshua`” é uma vogal extremamente breve, chamada Pátahh furtivum. Ela também aparece nas palavras Nôahh (Noé) e Rúahh (espírito). Nunca é tônica, e simplesmente desaparece quando adicionados sufixos à palavra: Ruhhekhá (teu espírito) e Mechihhênu (Nosso messias). Logo, não é bem “A”... Na pechita, conhecida versão siríaca do NT, lemos ܝܼܫܘܿܥ (Iichu`). Logo, não se deve cobrar que Jesus deveria ter chegado até nós como “Jesua”, no máximo como “Jesu”.
2-     Em grego não há som de X ou CH, por isso o S em lugar do chin (ש).
3-     O S final de “Iessus” serve para tornar a palavra declinável em grego (a exemplo dos substantivos logos, Theós, Christos, e por aí vai). O mesmo aconteceu com os estrangeiros machiahh – messias , Iechaiáhu – Essaias, e por aí vai, Daí o S.
4-     Antes que digam que a letra “J” é coisa do diabo, porque não existia esse som nas línguas antigas, as letras J e V surgiram para distinguir dos I e U (escrito como V) vocálicos dos consonantais: CONSTANTINVS, IESVS, e por aí vai... 


Transliteração não é coisa do diabo, é, tão somente, suprir fonemas não existentes na língua receptora. As letras hebraicas  ה,ח, (sem daguêch) כ, (sem daguêch) ג, ע, צ, ק, (sem daguêch) ת,(sem daguêch) ד, ט, א , não possuem, nenhuma delas, originalmente, correspondentes em português, e não sabemos como pronunciar a maioria delas, senão depois de longo “treinamento”. Em árabe, nem conto as letras “impronunciáveis”. Vale salientar que os PALHAÇOS que “descobriram” os segredos do “hebraico arcaico” não sabem pronunciar nenhuma dessas letras, e nem sabem que o hebraico, o aramaico e o árabe são línguas aparentadas. Na verdade eles não sabem SEQUER pronunciar o L, M, N, etc. como no hebraico, senão falam como em português: Yaoshorúu, maoroéim, e por aí vai. Coitados deles!

Não Há Lugar na Bíblia para a Crença num Diabo!



O cristianismo baseado em suas fontes prega que existe um reino cujo objetivo é opor-se diretamente a Deus e aos seres humanos. Esse reino, segundo a terminologia cristã, é comandado por Satanás (o diabo ou lúcifer) e seus anjos. Nada fez parte da cultura popular medieval e contemporânea que o medo do diabo. Superstições envolvendo inclusive falar a respeito dessa figura são comuns em praticamente todos os lugares do mundo. É verdade que a Bíblia fala em Satanás (hebraico: satan). Mas, será que esse personagem é realmente o inimigo de Deus e de seus servos?

Afirmamos que é completamente errado admitir a crença em um arquiinimigo de Deus! Por quê? Porque isso é contra a crença de que Deus é criador e mantenedor! Dizer que há um reino que se opõe a Deus e que esse último só vencerá nos últimos momentos do segundo tempo não bate bem com a crença do Antigo Testamento, segundo o qual Deus é soberano, e não admite outros deuses diante dele! Acreditar num diabo é dualismo! Essas crenças se originam em pensamentos antigos pagãos, o zoroastrismo, por exemplo, que pregava a existência de duas forças antagônicas em eterna luta. Quem cria o mal, é Deus ou um diabo? Vejamos o que a Bíblia diz:

  • Prov. 16,4 – Tudo foi criado para alcançar os propósitos divinos, INCLUSIVE O INÍQUO.
  • ISam. 2,7 – Deus empobrece e enriquece; eleva e rebaixa.
  • Isa.  45,5-7 – Sou Deus e NÃO HÁ OUTRO. Crio a luz e as trevas, faço A PAZ E O MAL. SOU EU QUEM TUDO FAZ!
  • ISam. 16,14 – Mau espírito de proveniência divina atormenta Saul.
  • IICron. 18,18-22 – Espíritos diante de Deus; Deus manda espírito mau para satisfazer Seus propósitos.
  • Jó 2,1-2 – Satanás no espaço dos anjos divinos.
  • IICron. 21,1 cp IISam. 24,1 – Quem incitou a David para fazer a contagem do povo: Deus ou o Satan? Ou seria o satan um agente de Deus?
  • Lam. 3, 37 - QUE DECRETOS SÃO CUMPRIDOS A NÃO SER POR DETERMINAÇÃO DO SENHOR? NÃO É POR SUA ORDEM QUE OCORREM O BEM E O MAL?

Então, onde fica o anjo opositor de Deus, sendo que esse último só faria o bem? Claro que eles citarão textos onde o Satan aparece como opositor no julgamento do sacerdote Yehoshua, ou no caso de Job, ou que o próprio nome Satan significa “opositor”. Mas não se apercebem que a bíblia fala na linguagem humana. Nenhum homem sabe as profundezas de Deus. Cabe falar dos anjos, profecias e espíritos em termos de “bons” e “maus”! Ora, todo julgamento justo tem advogados de defesa e acusadores! Conclusão: No Antigo Testamento, o Satanás é mero agente de juízo de deus. Os textos proféticos onde líderes de nações ou as próprias nações estavam nas alturas, no jardim do Éden, ou coisa parecida, falam em provérbios ou linguagem figurada: "Você, ó rei, estava lá em cima e agora desceu completamente". O texto não sai de seu foco, como pregam os que ironicamente insistem em defender o texto com seu contexto. Lamentações 2, 1 fala que a glória de Israel caiu dos céus à terra, e nem por isso a glória de Israel é "Lúcifer".

Os “filhos de deus” do gênesis são “filhos dos poderosos”, filhos de pessoas influentes. Pois a palavra hebraica “elohim” também é usada para “juízes” e “poderosos” em vários lugares da bíblia. Quem traduziu o fez por desconhecimento do hebraico combinado com crenças pessoais. Os “nefilins” são os próprios poderosos, não “gigantes” ou “anjos caídos”, frutos de relacionamento sexual entre anjos e humanas. A serpente de gênesis 3 é só uma serpente, trata-se de uma fábula com sentido profundo, e é claro que não é literal, pelo simples fato de serpentes não falarem. Anjos não têm livre arbítrio nem natureza semelhante à humana*. Anjos são formas que Deus usa para interferir na natureza. Os anjos rebelando-se seria como um lápis, criado pelo homem para escrever, fugisse de sua mão enquanto ele escreve, rebelando-se. Deus é sempre superior!

Está exposta mais uma distorção do Novo Testamento!
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*Sobre visões de anjos: O judaísmo acredita que sempre que a bíblia fala de que alguém viu um anjo, ouviu sua voz, ou parece dizer que o próprio Deus manifestou-se, trata-se de visão profética, sentido não literal. Ver Guia dos Perplexos, tomo segundo, Cap. 42

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Hebraico: Dicas Rápidas #1, #2 e #3 - Masculino ou Feminino

#1 As palavras femininas (substantivos) no hebraico geralmente terminam com "ah", por exemplo, torá (תוֹרָה), morashá (מוֹרָשָה), kehilá (קְהִילָה), e assim por diante. Cavalo, em hebraico é "sus" (סוּס) (é como os brasileiros são tratados pelo SUS). "Égua", é "sussá" (סוּסָה). Amigo = 'haver, amiga = 'haverá, e assim por diante. O que não significa que não existam exceções, por exemplo: pai = av, mãe = em, e assim por diante.

#2 Cuidado ao usar o pronome pessoal no hebraico, para não confundir com o inglês:

Ele: hebraico = HU (הוּא)
       inglês     = HE

Ela: hebraico = HI (הִיא)
       inglês     = SHE

Portanto, ao cantar uma música romântica em inglês, se você for um aprendedor do hebraico, cuidado para não dizer que ama he "HI".

#3 Às vezes também usa-se o final "IT" (ית) para mudar o gênero de uma palavra para o feminino, principalmente nos casos em que o substantivo masculino termina com "I": Isreeli (israelense [masculino]), Isreelit (israelense [feminino])

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sábado, 10 de março de 2012

Cursivo Sefaradita: Soletreo ou Solitreo



É com enorme prazer que fazemos essa postagem, pelo fato de ter muito pouco na internet sobre essa escrita tão bela, em que se encontram escritas muitas cartas em ladino (dialeto judeu-espanhol). Abaixo a tabela com as formas e suas correspondentes em letras hebraicas quadráticas, e uma amostra de um conto ladino em soletreo e também em caracteres latinos logo abaixo, para a primeira leitura.

Clique na imagem para aumentá-la. Créditos da segunda imagem: http://www.lowlands-l.net/anniversary/ladino-info.php

Simplesmente fantástico!


El pashariko fizo su nido en el kovertizo di furgon. Un dia el i la balabaya pashariko ambos elyos se avian aleshado bolando - kerian bushkar algunas kozas para alimentar a sus fijos deshando os chikitos kompletamente solos.



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Hebraico: dicas rápidas

Em breve, curiosidades rápidas e diretas como tweets...