quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Para os ZEBRAICOS: Como ישוע virou "Jesus"?


OBS.: Não somos cristãos.

Muitas teorias da conspiração malucas têm-se espalhado no mundo da internet sobre a origem do nome “Jesus”. Muitos que estão “descobrindo a pólvora”, ou seja, aprendendo algumas palavrinhas em hebraico (ou Zebraico), acabam diabolizando a língua grega e sua cultura, ainda que continuem crendo em tudo que o cristianismo afirma. Tão somente tornam o nome Jesus algo muito ruim e citam sempre o nome desse personagem como Yeshua, Yehoshua, ou outras variantes.

Uma das alegações é que Jesus significa “DEUS CAVALO”, assim: “IE” seria Deus (em que língua? Não conheço!), e “SUS” é cavalo em hebraico, e segundo eles, porco, em grego. Outros dizem que “Jesus” tem a ver com o nome do deus ZEUS, ou outras sandices.  Mas mostraremos aqui que o nome grego IESSUS (Ιησουs) é um substituto normal para Y-Ch-W-@.

 Em resumo é isso:

1-     O “A” no final de “Yeshua`” é uma vogal extremamente breve, chamada Pátahh furtivum. Ela também aparece nas palavras Nôahh (Noé) e Rúahh (espírito). Nunca é tônica, e simplesmente desaparece quando adicionados sufixos à palavra: Ruhhekhá (teu espírito) e Mechihhênu (Nosso messias). Logo, não é bem “A”... Na pechita, conhecida versão siríaca do NT, lemos ܝܼܫܘܿܥ (Iichu`). Logo, não se deve cobrar que Jesus deveria ter chegado até nós como “Jesua”, no máximo como “Jesu”.
2-     Em grego não há som de X ou CH, por isso o S em lugar do chin (ש).
3-     O S final de “Iessus” serve para tornar a palavra declinável em grego (a exemplo dos substantivos logos, Theós, Christos, e por aí vai). O mesmo aconteceu com os estrangeiros machiahh – messias , Iechaiáhu – Essaias, e por aí vai, Daí o S.
4-     Antes que digam que a letra “J” é coisa do diabo, porque não existia esse som nas línguas antigas, as letras J e V surgiram para distinguir dos I e U (escrito como V) vocálicos dos consonantais: CONSTANTINVS, IESVS, e por aí vai... 


Transliteração não é coisa do diabo, é, tão somente, suprir fonemas não existentes na língua receptora. As letras hebraicas  ה,ח, (sem daguêch) כ, (sem daguêch) ג, ע, צ, ק, (sem daguêch) ת,(sem daguêch) ד, ט, א , não possuem, nenhuma delas, originalmente, correspondentes em português, e não sabemos como pronunciar a maioria delas, senão depois de longo “treinamento”. Em árabe, nem conto as letras “impronunciáveis”. Vale salientar que os PALHAÇOS que “descobriram” os segredos do “hebraico arcaico” não sabem pronunciar nenhuma dessas letras, e nem sabem que o hebraico, o aramaico e o árabe são línguas aparentadas. Na verdade eles não sabem SEQUER pronunciar o L, M, N, etc. como no hebraico, senão falam como em português: Yaoshorúu, maoroéim, e por aí vai. Coitados deles!

Não Há Lugar na Bíblia para a Crença num Diabo!



O cristianismo baseado em suas fontes prega que existe um reino cujo objetivo é opor-se diretamente a Deus e aos seres humanos. Esse reino, segundo a terminologia cristã, é comandado por Satanás (o diabo ou lúcifer) e seus anjos. Nada fez parte da cultura popular medieval e contemporânea que o medo do diabo. Superstições envolvendo inclusive falar a respeito dessa figura são comuns em praticamente todos os lugares do mundo. É verdade que a Bíblia fala em Satanás (hebraico: satan). Mas, será que esse personagem é realmente o inimigo de Deus e de seus servos?

Afirmamos que é completamente errado admitir a crença em um arquiinimigo de Deus! Por quê? Porque isso é contra a crença de que Deus é criador e mantenedor! Dizer que há um reino que se opõe a Deus e que esse último só vencerá nos últimos momentos do segundo tempo não bate bem com a crença do Antigo Testamento, segundo o qual Deus é soberano, e não admite outros deuses diante dele! Acreditar num diabo é dualismo! Essas crenças se originam em pensamentos antigos pagãos, o zoroastrismo, por exemplo, que pregava a existência de duas forças antagônicas em eterna luta. Quem cria o mal, é Deus ou um diabo? Vejamos o que a Bíblia diz:

  • Prov. 16,4 – Tudo foi criado para alcançar os propósitos divinos, INCLUSIVE O INÍQUO.
  • ISam. 2,7 – Deus empobrece e enriquece; eleva e rebaixa.
  • Isa.  45,5-7 – Sou Deus e NÃO HÁ OUTRO. Crio a luz e as trevas, faço A PAZ E O MAL. SOU EU QUEM TUDO FAZ!
  • ISam. 16,14 – Mau espírito de proveniência divina atormenta Saul.
  • IICron. 18,18-22 – Espíritos diante de Deus; Deus manda espírito mau para satisfazer Seus propósitos.
  • Jó 2,1-2 – Satanás no espaço dos anjos divinos.
  • IICron. 21,1 cp IISam. 24,1 – Quem incitou a David para fazer a contagem do povo: Deus ou o Satan? Ou seria o satan um agente de Deus?
  • Lam. 3, 37 - QUE DECRETOS SÃO CUMPRIDOS A NÃO SER POR DETERMINAÇÃO DO SENHOR? NÃO É POR SUA ORDEM QUE OCORREM O BEM E O MAL?

Então, onde fica o anjo opositor de Deus, sendo que esse último só faria o bem? Claro que eles citarão textos onde o Satan aparece como opositor no julgamento do sacerdote Yehoshua, ou no caso de Job, ou que o próprio nome Satan significa “opositor”. Mas não se apercebem que a bíblia fala na linguagem humana. Nenhum homem sabe as profundezas de Deus. Cabe falar dos anjos, profecias e espíritos em termos de “bons” e “maus”! Ora, todo julgamento justo tem advogados de defesa e acusadores! Conclusão: No Antigo Testamento, o Satanás é mero agente de juízo de deus. Os textos proféticos onde líderes de nações ou as próprias nações estavam nas alturas, no jardim do Éden, ou coisa parecida, falam em provérbios ou linguagem figurada: "Você, ó rei, estava lá em cima e agora desceu completamente". O texto não sai de seu foco, como pregam os que ironicamente insistem em defender o texto com seu contexto. Lamentações 2, 1 fala que a glória de Israel caiu dos céus à terra, e nem por isso a glória de Israel é "Lúcifer".

Os “filhos de deus” do gênesis são “filhos dos poderosos”, filhos de pessoas influentes. Pois a palavra hebraica “elohim” também é usada para “juízes” e “poderosos” em vários lugares da bíblia. Quem traduziu o fez por desconhecimento do hebraico combinado com crenças pessoais. Os “nefilins” são os próprios poderosos, não “gigantes” ou “anjos caídos”, frutos de relacionamento sexual entre anjos e humanas. A serpente de gênesis 3 é só uma serpente, trata-se de uma fábula com sentido profundo, e é claro que não é literal, pelo simples fato de serpentes não falarem. Anjos não têm livre arbítrio nem natureza semelhante à humana*. Anjos são formas que Deus usa para interferir na natureza. Os anjos rebelando-se seria como um lápis, criado pelo homem para escrever, fugisse de sua mão enquanto ele escreve, rebelando-se. Deus é sempre superior!

Está exposta mais uma distorção do Novo Testamento!
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*Sobre visões de anjos: O judaísmo acredita que sempre que a bíblia fala de que alguém viu um anjo, ouviu sua voz, ou parece dizer que o próprio Deus manifestou-se, trata-se de visão profética, sentido não literal. Ver Guia dos Perplexos, tomo segundo, Cap. 42