quinta-feira, 20 de maio de 2010

A Verdade SObre os Reformadores

B"H

Shalom!

Certamente o afável leitor já foi, não por poucas vezes, visitado por proselitistas em seu trabalho missionário, independente de que subdivisão do cristianismo sejam... Geralmente esses grupos insistem em tentar provar para seu "alvo", que o que eles estão dizendo está "de acordo com a bíblia", e a história se repete, ou seja, todos os grupos proselitistas neo-cristãos tem "embasamento" em teorias bíblicas... Nessa postagem vamos mostrar algumas controvérsias dentro desse tema, como a tradução bíblica tendenciosa usada por muitos cristãos (inclusive temos um post em construção sobre a tradução bíblica).

Esse apego à bíblia como "único manual de fé e prática do cristão", tal como dizem os evangelistas, é relatevamente recente, visto que até a chamada "reforma protestante", o cristianismo não tinha apenas a bíblia como fonte única de inspiração.

Questões


1- Eram os reformadores protestantes "menos desumanos" que seus antigos pontífices, contra quem protestaram, para que sejam mais confiáveis que esses últimos?

Lutero, a quem muitos neo-cristãos têm como o salvador da pátria, alguém insulflado de coragem que protestou contra as desumanidades do clero, contra a compra de fé, entre outras coisas. Terá agido ele melhor que o papa? Vejamos que disse Lutero a respeito dos judeus, depois de convencer-se que não conseguiria convertê-los:

"Em primeiro lugar, suas sinagogas deveriam ser queimadas... Em segundo lugar, suas casas também deveriam ser demolidas e arrasadas... Em terceiro, seus livros de oração e Talmudes deveriam ser confiscados... Em quarto, os rabinos deveriam ser proibidos de ensinar, sob pena de morte... Em quinto lugar, os passaportes e privilégios de viagem deveriam ser absolutamente vetados aos judeus... Em sexto, eles deveriam ser proibidos de praticar a agiotagem [cobrança de juros extorsivos sobre empréstimos]... Em sétimo lugar, os judeus e judias jovens e fortes deveriam pôr a mão na debulhadeira, no machado, na enxada, na pá, na roca e no fuso para ganhar o seu pão no suor do seu rosto... Deveríamos banir os vis preguiçosos de nossa sociedade ... Portanto, fora com eles...

Resumindo, caros príncipes e nobres que têm judeus em seus domínios, se este meu conselho não vos serve, encontrai solução melhor, para que vós e nós possamos nos ver livres dessa insuportável carga infernal – os judeus." (Martim Lutero: Concerning the Jews and their lies [A respeito dos judeus e suas mentiras], reimpresso em Talmage, Disputation and Dialogue, pp. 34-36.)


Outro brilhante reformador fora Calvino, pai daqueles que acreditam no mundo como o teatro divino, vejamos que diz certo escritor sobre uma de suas magníficas obras:

"Calvino, pai dos presbiterianos, mandou queimar o espanhol Miguel Servet Grizar, médico descobridor da circulação sanguínea. Acusado de heresia, Servet foi preso e julgado em Lyon, na França. Conseguiu evadir-se da prisão e quando se dirigia para a Itália, através da Suíça, foi novamente preso em Genebra, julgado e condenado a morrer na fogueira, por decisão de um tribunal eclesiástico sob direção do próprio Calvino. A sentença foi cumprida em Champel, nas proximidades de Genebra, no dia 27 de outubro de 1553. Puseram-lhe na cabeça uma coroa de juncos impregnada de enxofre e foi queimado vivo em fogo lento com requintes de sadismo e crueldade." (Cf. Wilhelm Gottieb Soldan, Geschichte der Hexenprozesse aus der Quellen dargestellt, Stutgard, 1843; 2º edição revisasda: Soldan-Ludwig Julius Heppe, Geschichte der Hexenprozesse, 2 vols. Stuttgard, 1880; 3º edição revisada: Soldan –Heppe-Max Bauer, com o mesmo título, Munique, 1012, tomo I, p. 530.)

Se o leitor deseja continuar a ler a brutalidade dos desbravadores protestantes, por favor, leia o seguinte artigo: http://caiafarsa.wordpress.com/a-inquisicao-protestante/

Logicamente, o fato de não terem sido menos desumanos esses religiosos não desqualifica seus ensinamentos, mas que fique bem claro que não é o protestantismo da sola scriptura menos histórico que sua mãe, no quesito derramamento de sangue.

Pequena História da Língua Hebraica

Pequena História da Língua Hebraica, por Haim Rabin

Kaluach 3 Download


OBS.: O "CH" de 'kaluach' é lido como um 'RR' bem forte, ou como o 'J' espanhol.

Kaluach (kabalistic luach) é um software que traz o calendário judaico ao lado do gregoriano, com o qual estamos acostumados, tendo em vista os feriados judaicos, as parashot que estudamos no shabat, a prática diária do israelita, detalhes dos anos e muito mais! Detalhe: o kaluch tem tantos anos pra frente que quando o mashiah vier, o kaluach ainda estará marcando a data (que venha sem demora!). A versão que apresentamos aqui é o kaluach três, uma das melhores.


Com o Kaluach, não tem tempo ruim.

Hebraico - introdução

Shalom, pessoal!

De agora em diante, nosso blog terá um enfoque maior na língua hebraica, ferramenta indispensável para se conhecer a bíblia. É impossível, porém, falar de hebraico (ou qualquer outro idioma, visto que um idioma isolado de sua cultura nada é) sem antes passear um pouco pela cultura e história desse idioma. Sugiro aos interessados visitar a página da wikipédia, a enciclopédia livre, sobre língua hebraica, pois seria muito complexo e longo demais postar aqui o que desejamos que seja introdutório para se descobrir o "ivrit" propriamente dito.

Por outro lado, já disponibilizamos em nossa página de downloads, um arquivo destinado a explanar a história da lingua hebraica, em breves linhas Confira!

O Nome Divino no Judaísmo

Chalom!

A partir surgimento das Testemunhas de Jeová, que por sua vez surgiram da "Igreja Adventista do Sétimo Dia", surgiram vários segmentos cristãos preocupados com o nome de Deus, que fora 'escondido' pelos judeus. Jeová, Javé, e mais recentemente Yaohu: todos são nomes 'trazidos à tona' por esses grupos que, sendo cristãos, esquecem que no livro intitulado "o Novo Testamento", parte da Bíblia cristã, em citações do "Antigo Testamento", o nome divino fora substituído aqui por kyrios, o termo grego para "senhor", eufemismo mais usado no judaísmo (Ado-nai = Senhor) para substituir o tetragrama I-H-V-H, além de conter outros eufemismos como "os céus", "a majestade", etc.


O Nome


O tetragrama hebraico IH-VH é considerado santo demais para ser usado pelos judeus, e já dizia a torá "Não tomarás (TEB: pronunciarás) o nome do Eterno (IH-VH) em vão..." (Shemot [êxodo] 20, 7).

Em outro texto do humach (assim se referem os judeus ao "pentateuco"), consta que alguém fora apedrejado [tradução errônea... a pena de seqilá não era aplicada jogando-se pedras em alguém, e sim atirando-se o condenado sobre uma rocha, e, caso ele sobrevivesse, aí completavam a pena apedrejando-o, como consta no talmud [babilônico, tratado Sanedrin, 43b] por blasfemar "o nome" [hb.: hachem] - Vaiiqrá [levítico] 24, 11. Era esse o tetragrama IH-VH.

Casos como esses levaram os hebreus a criar um grande zelo pelo nome de Deus.


Ketiv e Qerê

Como já vimos, historicamente o povo judeu conservou ao máximo possível o texto hebreu, mesmo quando há erros gritantes no conteúdo em hebraico.

Por exemplo, às vezes a escritura traz o pronome pessoal "Ele" (em hebraico- hu - הוּא ), onde o contexto fala de uma mulher (logo, seria hi - הִיא - Ela). Nesses casos, o texto é deixado como está, porém tradicionalmente com as vogais da palavra a ser lida, e com um asterisco ou um círculo suspenso (°) apontando para uma nota marginal onde estão as consoantes certas seguidas pela palavra קרי (Qerê ou Qeri, significando "leia").

No caso citado, no texto estaria הִוא° apontando para a margem onde consta היא קרי .
O desconhecimento dessas regras fez com que se chegasse ao nome divino na idade média como "Jeová", pois sob as quatro letras sagradas se colocam as vogais de "Ado-nai*" - O Senhor, que é como se costuma ler o tetragrama IHVH.

Porque não "Yaohu"

Ultimamente tem crescido cada vez mais um ensinamento que diz ser o nome de Deus Yaohu, e o nome "de seu filho", Yaohúshua. Infelizmente, pessoas desconhecedoras do idioma hebraico caem nesses equívocos através dos "argumentos" citados. Seria esse mesmo o nome sagrado, "escondido" há séculos pelo judaísmo?

Para quem entende de hebraico o mínimo, não! Pelos seguintes motivos:

1- A vogal hebraica "qamas" (ָ), entendida como "ao" pelos seguidores de "Yaohúshua" não tem essa leitura em nenhum dos círculos étnicos judaicos. Quando não e lê "a", lê-se um "o" aberto, sendo essa a pronúncia provavelmente mais antiga.

2- A letra hê (h), no final de palavras não forma nunca uma vogal com o "u", senão "a", "e" e "o" somente. Consulte uma gramática hebraica qualquer, e isso é facilmente verificado.

3- O nome de "Jesus" não contém o nome divino, como eles querem fazer passar, embora esse assunto nada tenha a ver com nossa crença.

Apelamos que pessoas sinceras não se deixem levar por esse tipo de ensinamento. Argumentos têm todos os que querem se mostrar confiáveis...