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Carta aberta a quem acabou de trocar a igreja fanática pelo judaísmo

Carta aberta a quem acabou de trocar a igreja fanática pelo judaísmo Primeiramente, meus cumprimentos! Você acabou de deixar uma situação de opressão, barulho e limitação do seu potencial para estudar uma religião que historicamente tem sido o berço de pessoas que deram contribuição para a ciência (Maimônides, Ibn Ezra, Os sábios do Talmud, como testemunha o Sêfer haCuzari), filosofia (Maimônides) e influenciaram as duas maiores religiões do mundo. Trata-se de um caminho que (pelo menos relativamente!) não despreza a ciência, a modernidade e a sociedade que eu gosto de chamar de “normal”, o que certamente não é o caso de muitas igrejas pentecostais no Brasil. Dito isso, quero deixar uma coisa clara aqui: você certamente tem várias concepções erradas sobre o que é o judaísmo e como ele pensa , você apenas está engatinhando em judaísmo e não pode falar em nome dessa religião e você está cheio de dúvidas . Ainda que você faça anos que esteja estudando e lendo sobre o judaísmo, vam...

Guia para Shavuôt ("Pentecostes")

a)      O que comemora: A Torá não menciona especificamente um motivo para a celebração da festa de Shavuôt. O nome significa “semanas” (Dt 16, 10). O motivo do nome é que a festa sempre acontece sete semanas (ou seja, no quinquagésimo dia) após Pêssa h . Em português, é comum que essa festa receba o nome de “pentecostes”, palavra de origem grega que faz referência ao número cinquenta. A data da festa de Shavuôt é calculada através da contagem desses cinquenta dias, em cumprimento de Levítico 23, 16. A contagem chama-se sefirat haômer (contagem do ômer). Ômer (literalmente: feixe) é o nome de uma medida, e a referência é a uma quantidade de cevada que deveria ser ofertada após Pêssah (Lv 23, 10-11). Em Nm 28, 26, Shavuôt é chamado “iom habicurim” (dia dos primeiros frutos). Outro nome desta festa é “atzêret”, que significa “interrupção” ou “conclusão”. Na tradição judaica, a festa recebe motivos e nomes como “Festa da Safra” e “Tempo da entrega da T...

A tradição judaica é usurpadora da autoridade da Torá Escrita?

Muitas pessoas que estão começando a entrar em contato com o judaísmo e suas práticas percebem que várias dessas práticas não se encontram na Bíblia. Isso pode trazer algum desconforto, dependendo de qual era a religião anterior dessa pessoa. Como sabemos, a religião protestante afirma que segue unicamente a Bíblia como autoridade, e tem sempre acusado o catolicismo de ser uma religião “humana”, “inventora de tradições” e coisas semelhantes. Certamente, um protestante deveria ter o mesmo problema em relação à tradição judaica, o que muitas vezes não acontece devido ao amor e identificação que muitos evangélicos atuais têm em relação aos judeus, Israel e o judaísmo. Neste texto, que é apenas um esboço, uma rápida coletânea de versículos, verificaremos se a tradição judaica, a chamada lei judaica (halachá) é uma usurpadora da autoridade Torá Escrita, e se ela deve ou não ser aceita por pessoas que creem na Torá.   1-       A Torá escrita não é clara ...